VARIAÇÕES

VARIAÇÕES

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O LUTADOR

Há muito tempo havia numa terra muito distante, um homem que amava muito o seu povo, amava muito a natureza e respeitava toda forma de vida.
Esse homem não se dobrava para as imposições exteriores. Ele era muito firme em seus preceitos.
Não era dono da verdade, mas era fiel na busca e manutenção do bem.
Amava a cultura de seu povo e lutava para preservá-la.
Ele era firme com as palavras, gestos e atitudes. Porém, quem o conhecia profundamente sabia que ele era dócil e amável. Mas para não se deixar corromper, precisava manter firmeza. Pois ele sabia que as riquezas materiais derrubavam as pessoas de sua dignidade.
Ele sabia que as pessoas costumavam se vender por trocados.
Ele era realmente um lutador.
Ele não tinha dificuldade para entender que para aqueles que optam em ser diferente, existem muitas barreiras. Mas ele não se importava. Ele falava! E quando falava, realmente dizia e abalava as estruturas.
Era muito amado, mas também odiado.
Viveu assim, sempre firme em suas convicções, deixou lições preciosas de amor, respeito e de verdadeiros valores humanos.
Ele sempre dizia que: Um homem não pode se conformar com as coisas erradas deste mundo, um homem tem que lutar para transformar a realidade.

Esse lutador pode ser apenas uma ficção ou pode ter existido de verdade.
Mas penso que todos aqueles que não tomam a forma deste mundo, que não se corrompem com os sistemas opressores que estão aí, no fundo são um pouco desse lutador.

Lita Duarte

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

AMIZADE VERDADEIRA




Araci, uma senhora viúva que morava na vila das Hortênsias, tinha um gato como sua única companhia. Quem passava na rua costumava ver dona Araci cuidando do jardim e sempre com aquele gato por perto, até parecia que o danado a ajudava nas tarefas com o jardim. Às vezes dona Araci ia até o portão para conversar um pouco com algumas vizinhas, o gato ficava o tempo todo do lado dela.  Algumas pessoas costumavam dizer assim: Esse gato parece gente. Vive enrabichado com sua dona, ele só falta falar!
Quando dona Araci se ausentava por algumas horas, o pobre gato ficava miando e andava pela rua a procura de sua dona. Quando ela chegava, ele se enroscava em suas pernas e pulava em seu colo.

Certo dia, dona Araci não amanheceu bem. Uma vizinha que costumava passar em sua casa logo de manhã para saber se ela estava bem, estranhou o fato da torneira do jardim estar aberta e algumas plantas espalhadas pelo chão. Dona Araci era muito organizada, quando cuidava do jardim deixava tudo muito bem limpo e arrumado.
A vizinha foi entrando na casa e viu dona Araci caída no chão. Ela mal respirava, então a vizinha chamou outras pessoas para que a ajudassem a cuidar de dona Araci. Ela foi levada para o hospital, mas não resistiu, acabou morrendo. O médico disse que ela já estava muito velha e com problemas  sérios no coração. 

O pobre gato ficou muito mal, ele miava muito quando dona Araci foi internada, mas depois de uns dias ele sumiu. Os vizinhos tiveram que entrar na casa de dona Araci para ver seus documentos e arrumar a casa para que se aparecesse algum parente, encontrasse tudo na mais perfeita ordem. Estranharam não encontrar o gato ali.

Certo dia, uma das vizinhas de dona Araci foi ao cemitério levar umas flores para enfeitar o túmulo dela. Ela ficou surpresa ao ver quem estava lá. E quase não acreditou no que viu. Como podia ser aquilo! O gato de dona Araci estava ali.  Ele estava magro, muito magro. O coveiro falou para a mulher: Esse gato está aí desde o dia que sua dona foi enterrada. Ele deve sentir muito a falta dela. Desse jeito ele vai acabar morrendo.
E foi o que aconteceu. Depois de alguns dias, outra vizinha amiga de dona Araci foi ao cemitério levar uma flores e encontrou o gato morto e ao lado da sepultura de sua dona.

Texto baseado em fatos reais.

Lita Duarte

A VELHA CASA

O som do silêncio à noite invadia os cômodos da casa. Sentada na minha cama, rodeada de livros, comecei a  pensar que, não faz muito tempo essa casa vivia cheia de gente. Hoje em dia, só os ruídos das madeiras que estão cheias de cupins, além do barulho dos passarinhos que fazem ninhos no teto. – Ainda bem que os pequenos voadores habitam este lugar, já os cupins...  preciso tomar coragem para dar um fim neles. Talvez eu chame uma dessas firmas com seus exterminadores de insetos. -  Mas tenho medo que ao ser aplicado um veneno para matar os cupins, também acabe por matar os passarinhos.- Ah, eu não desejo que meus companheiros desapareçam, eles cantam para mim .-  Mas como eu ia dizendo, essa casa era cheia de gente. Crianças corriam por todos os lados. Eu posso ouvir aquelas vozes infantis ressoando na minha memória. – Onde elas estão? - Seguiram o curso da vida. Foram seguir seus destinos. E o tempo voou... e eu me recuso a sair dessa casa, também ela está cheia de sons do passado, que só eu posso ouvir. De vez em quando, aparece alguém me fazendo proposta para que eu venda  minha casa. Eu sei que ela vale uns bons trocados, claro, querem comprar essa casa para derrubá-la e  construir um prédio bem alto com vários apartamentos. Então eu digo um valor exorbitante, os interessados olham para mim e dizem: Dona, essa casa não vale tanto assim! Então eu digo: Não vale para vocês que não viveram aqui! O valor dessa casa é muito grande e tem mais: nunca vão conseguir derrubá-la. Ela será doada para uma pessoa que vai ter que conservá-la para sempre. Os compradores interessados respondem: A senhora está maluca, ninguém vai querer conservar este imóvel. Daqui a alguns anos essa casa não existirá mais. Então fico muito brava e digo para essas pessoas irem embora. - No fundo, acho que ninguém vai querer conservar coisa alguma, a não ser que este imóvel seja tombado, mas tem tantos imóveis tombados por aí que estão caindo aos pedaços. Bem, enquanto eu viver ninguém derruba minha casa... a não ser os cupins.

Lita Duarte

sábado, 29 de outubro de 2016

RECOMEÇAR

"Nada jamais continua,

tudo vai recomeçar"


Mario Quintana

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

BASTA UMA ÚNICA LEMBRANÇA

"Ficai, pois, a saber que não existe nada mais sublime e forte, mais saudável e benéfico para o futuro da nossa vida do que uma boa recordação, especialmente da infância (...)
Falam-nos muito de educação, mas uma bela e sagrada memória, guardada desde a infância, é talvez a melhor educação.
Se uma pessoa acumular muitas recordações dessas nos primeiros anos, será salva para o resto da vida. Mesmo que haja apenas uma única lembrança boa no nosso coração, pode um dia servir para que nos salvemos."


 Dostoiévski, in "Os Irmãos Karamázov"

sábado, 24 de setembro de 2016

VIBRAÇÕES E PENSAMENTOS

Os frutos que crescem na árvore não são ingeridos por ela.
O poço nunca bebe sua própria água.
O sol não usa seu calor e luz.
Nada tem utilidade por si só, o valor está em servir.
Como seres humanos, ficamos alegres ao servir outros. Essa lei sustenta a verdade é dando que se recebe, portanto o sábio nos relembra: receba respeito, dê respeito, receba amor, dê amor e receba bênçãos, dê bênçãos.
Essa lei funciona mesmo em nível de vibrações e pensamentos. Pratique-a.

Brahma Kumaris

quarta-feira, 8 de junho de 2016

GUERREIROS

"São dois os mais fortes guerreiros: o tempo e a paciência."

Foto: Herbert

sexta-feira, 8 de abril de 2016

VIDA

A vida não é só o momento que estamos vivendo, mas o caminho que estamos construindo a cada momento.

quinta-feira, 31 de março de 2016

PARAÍSOS PERDIDOS

"Os verdadeiros paraísos são sempre os paraísos perdidos."
Marcel Proust, 1927

quarta-feira, 2 de março de 2016

TRAVESSIA

"Quem elegeu a busca, não pode recusar a travessia."

Guimarães Rosa

sábado, 10 de outubro de 2015

A ARTE DE VIVER BEM

Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; levaria a livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo.
Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.


Rubem Alves

Ilustração: Shynya Okayama

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O QUE É A VIDA?

"A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego …
de tanto rir …
de surpresa …
de êxtase …
de felicidade!
Simples assim!!"

Autor desconhecido